A Cury, que está à frente de praticamente 80% dos novos empreendimentos residenciais do Porto Maravilha, agora volta seu olhar também para a Zona Norte do Rio, onde consolidou boa parte de sua atuação na cidade. Às margens da Avenida Brasil, na altura de Ramos, a construtora prepara um novo condomínio residencial com mais de 1.200 unidades, distribuídas em duas torres.
O empreendimento, que terá acesso pela Avenida Teixeira de Castro, será construído no terreno de um antigo galpão de uma empresa de confecção de roupas, próximo ao acesso para a Ilha do Governador. Com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 350 milhões, o projeto terá apartamentos de 30 a 38 metros quadrados e uma área de lazer com piscinas, churrasqueira, brinquedoteca, lavanderia e academia, entre outros espaços. O lançamento será dividido em duas fases.
A escolha da área acontece em meio ao movimento de revitalização da região da Leopoldina. O terreno está no perímetro do Reviver Zona Norte, programa anunciado pela Prefeitura do Rio no ano passado, que aposta em uma fórmula já testada no Centro: levar novos moradores para áreas degradadas e, com isso, puxar investimentos privados, sobretudo em empreendimentos residenciais.
14 mil novos imóveis
O programa prevê mais de 14 mil novas unidades habitacionais, além de reurbanização de vias, criação de áreas verdes e incentivos à iniciativa privada. O foco inicial está em Bonsucesso e no entorno da Avenida Brasil, com planos de expansão para outras áreas. A região perdeu 19% da população entre 2010 e 2022.
Entre as medidas estão ações para reduzir o calor urbano, ampliar a arborização e melhorar a acessibilidade. O Reviver Zona Norte – Patrimônio também prevê a recuperação de imóveis abandonados ou subutilizados, inclusive por meio de desapropriação por hasta pública.
O programa também se beneficia da Zona Franca Urbanística, que estabelece parâmetros diferenciados e incentiva o maior aproveitamento dos terrenos ao longo do entorno da Avenida Brasil, permitindo o aumento de potencial construtivo e gabarito. Além disso, a iniciativa prevê parcerias público-privadas (PPPs) para a viabilização das intervenções.