Mais de R$ 30 milhões: entenda por que imóveis da Grande Vitória atingem valores milionários

em A Gazeta / Imóveis, 17/janeiro

Escassez de terrenos, localização, alto padrão construtivo e forte potencial de valorização estão por trás dos imóveis mais caros em Vitória e Vila Velha.

A Grande Vitória entrou de vez no radar do mercado imobiliário de altíssimo padrão. Com a Capital capixaba atingindo o posto de metro quadrado mais caro do Brasil, com preço médio de R$ 14.108, e Vila Velha na 11ª posição, onde o metro quadrado custa em média R$ 10.225, de acordo com o Índice FipeZap de 2025, lançamentos de empreendimentos de luxo têm se tornado cada vez mais comuns no Estado.

Entre as novidades do mercado, algumas impressionam pela quantidade de serviços disponíveis, localização e, principalmente, por conta do preço. Coberturas avaliadas na casa dos milhões e empreendimentos com perfil de “resort urbano" têm sido incorporados às cidades e ajudam a explicar por que a região acompanha, em menor escala, o movimento de valorização observado em polos nacionais do luxo imobiliário, como Balneário Camboriú (SC) e bairros nobres de São Paulo e Rio de Janeiro.

Segundo representantes de construtoras que atuam no segmento, o valor desses imóveis não está apenas na metragem ou nos acabamentos, mas em um conjunto de fatores que envolvem localização estratégica, escassez de terrenos, exclusividade, vista definitiva e expectativa consistente de valorização patrimonial.

Localização e escassez puxam os preços

Sobre os preços, a localização segue sendo o principal fator de precificação. Bairros como Praia do Canto, Enseada do Suá e Praia da Costa concentram os empreendimentos mais caros justamente por reunirem infraestrutura consolidada, proximidade com o mar e oferta limitada de terrenos. Mas há outras regiões que também despontam, como Jockey de Itaparica, em Vila Velha, onde está em construção o Taj Home Resort, da Grand Construtora. De frente para o mar, o residencial tem apartamentos de 295 metros quadrados que chegam a R$ 7,2 milhões.

“A primeira conta é sempre a localização. O imóvel precisa estar em um lugar desejado, demandado e que faça sentido para quem busca morar ou investir. Depois disso, o nível de sofisticação do projeto é o que define se estamos falando de médio padrão, alto padrão ou luxo”, explica Gustavo Rezende, diretor comercial da Grand Construtora. No momento, a unidade mais cara da construtora é um duplex de cinco suítes com mais de 330m² no Grand Soleil, em Colatina, que está avaliado em R$ 7,5 milhões.

Essa combinação também tem elevado o valor do metro quadrado em lançamentos recentes. Na Praia do Canto, em Vitória, por exemplo, novos empreendimentos já alcançam patamares de mais de R$ 35 mil por metro quadrado, impulsionados pela escassez de áreas disponíveis e pelo perfil altamente seletivo do público comprador.

Esse é o caso da cobertura linear no empreendimento 495 Joaquim Lírio, da RS Construtora, avaliada em mais de R$ 31 milhões. Com mais de 860m² privativos, o imóvel aposta em privacidade, tecnologia, acabamentos de luxo e lazer de altíssimo padrão, com piscina com raia de 25m, spa, academia

“A valorização histórica dos nossos empreendimentos na região gira entre 25% e 30% ao ano, impulsionada pela escassez de terrenos nobres e pela alta demanda por imóveis exclusivos. Este projeto específico já apresenta uma boa valorização desde o lançamento, e a tendência é que continue crescendo com a consolidação da região como polo de sofisticação e bem-estar urbano”, destaca Renato Aboudib Sandri, diretor da RS Construtora.

Unidades se tornam ativos patrimoniais

Na Praia da Costa, em Vila Velha, a cobertura do Apogeo Residences, da Javé, figura entre as mais caras da região, avaliada em cerca de R$ 19,7 milhões. O imóvel reúne vista panorâmica permanente para o mar, planta ampla e áreas comuns diferenciadas, como uma “praia exclusiva” no oitavo andar.

“Clientes que adquiriram unidades no lançamento já registraram uma valorização entre 10,32% e 15% em menos de um ano, o que demonstra a força e a solidez do produto no mercado imobiliário de alto padrão. Essa performance reforça não apenas a atratividade do empreendimento, mas também o excelente retorno para quem busca investir em imóveis com alto potencial de valorização patrimonial”, afirma Diego Freire, diretor comercial da Javé.

Novo luxo

Na Enseada do Suá, o Cyan Ocean Front, da Nazca, ilustra uma nova tendência do mercado que tem aumentado o preço dos imóveis: o luxo associado ao bem-estar. O empreendimento, localizado em terreno de frente para o mar na Enseada do Suá, em Vitória, tem unidades com preços que variam entre R$ 6,75 milhões, com metro quadrado que pode chegar a R$ 30 mil – as áreas privativas variam de 249m² a 536m². O residencial, inclusive, já tem cerca de 60% das unidades vendidas.

Entre os diferenciais elencados pela incorporadora, estão a certificação internacional Fitwel, lazer completo de padrão resort, plantas garden duplex com áreas externas privativas e foco em sustentabilidade e tecnologia. A expectativa de valorização anual varia entre 10% e 15%, segundo Breno Peixoto, CEO da Nazca.

“Mais do que números, esses empreendimentos representam um novo conceito de luxo, em que qualidade de vida, saúde e exclusividade são parte central da proposta. São apenas 39 residências exclusivas, com plantas amplas, poucas unidades por andar, hall privativo e elevadores sociais independentes”, avalia Breno.

Perspectivas de crescimento

Apesar dos valores elevados, o mercado avalia que a Grande Vitória ainda está distante dos preços praticados em outros polos nacionais. Enquanto empreendimentos de frente para o mar em Balneário Camboriú chegam a R$ 80 mil por metro quadrado e lançamentos em áreas nobres do Rio e São Paulo ultrapassam os R$ 100 mil, os principais produtos do Espírito Santo permanecem na faixa de R$ 20 mil a R$ 35 mil.

“Isso mostra que ainda existe uma janela importante de valorização. O Estado tem boa gestão pública, qualidade de vida crescente e cidades que vêm se consolidando como destinos desejados para morar e investir”, pontua Gustavo Rezende.

Assim, a combinação entre demanda qualificada, migração de compradores de outros Estados e evolução urbana na Grande Vitória, principalmente em Vitória e Vila Velha, reforça a percepção de que os imóveis de alto padrão da região deixaram de ser apenas moradia e passaram a ocupar o papel de ativos patrimoniais estratégicos, com potencial de valorização consistente no médio e longo prazo.


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