Quanto custa morar no topo? Imóveis no Brasil atingem valores recordes e revelam onde está o metro quadrado mais caro

em Polêmica Paraíba, 17/janeiro

O mercado imobiliário brasileiro segue em forte valorização nos grandes centros urbanos, especialmente nas capitais com maior dinamismo econômico. Segundo dados do relatório FipeZap de Venda Residencial de dezembro de 2025, que analisa 22 grandes capitais do país, observa-se um cenário de alta concentração dos imóveis mais caros em bairros nobres, com destaque absoluto, sobretudo, para Rio de Janeiro e São Paulo.

De acordo com o levantamento, a pesquisa mostra que, entre os 10 bairros mais caros do Brasil, seis estão localizados nas duas maiores cidades do país, o que evidencia o peso da atividade econômica, da oferta restrita de imóveis e da alta demanda por regiões bem localizadas. Além disso, o estudo considera o valor médio do metro quadrado e reforça, assim, o quanto morar em áreas estratégicas se tornou um privilégio cada vez mais restrito.

Nesse cenário, na liderança do ranking nacional aparece o Leblon, no Rio de Janeiro, com o metro quadrado avaliado em R$ 25.717. Em termos práticos, isso significa que um imóvel de 100 m² no bairro pode custar, em média, R$ 2,57 milhões, o que consolida a região como a mais valorizada do país.Logo atrás vêm outros bairros tradicionais e altamente disputados, principalmente na Zona Sul carioca e em áreas nobres da capital paulista.

Os 10 bairros mais caros do Brasil

  • Leblon – Rio de Janeiro: R$ 25.717
  • Ipanema – Rio de Janeiro: R$ 25.302
  • Itaim Bibi – São Paulo: R$ 19.468
  • Pinheiros – São Paulo: R$ 18.355
  • Savassi – Belo Horizonte: R$ 18.053
  • Batel – Curitiba: R$ 18.019
  • Enseada do Suá – Vitória: R$ 17.566
  • Lagoa – Rio de Janeiro: R$ 17.437
  • Jardins – São Paulo: R$ 17.208
  • Praia do Canto – Vitória: R$ 16.518

Lista completa dos bairros mais caros do Brasil

(valores do m²)

  • Santo Agostinho (BH) – R$ 16.253
  • Moema (SP) – R$ 15.954
  • Lourdes (BH) – R$ 15.735
  • Mata da Praia (Vitória) – R$ 15.689
  • Barro Vermelho (Vitória) – R$ 15.560
  • Agronômica (Florianópolis) – R$ 15.325
  • Funcionários (BH) – R$ 15.285
  • Vila Mariana (SP) – R$ 14.906
  • Pajuçara (Maceió) – R$ 14.455
  • Bigorrilho (Curitiba) – R$ 14.322
  • Paraíso (SP) – R$ 14.247
  • Barra da Tijuca (RJ) – R$ 14.011
  • Aeroporto (Vitória) – R$ 13.893
  • Juvevê (Curitiba) – R$ 13.769
  • Centro (Florianópolis) – R$ 13.597
  • Setor Sudoeste (Brasília) – R$ 13.495
  • Ponta D’Arêa (São Luís) – R$ 13.153
  • Perdizes (SP) – R$ 13.152
  • Botafogo (RJ) – R$ 13.087
  • Córrego Grande (Florianópolis) – R$ 13.009
  • São Marcos (São Luís) – R$ 12.913
  • Copacabana (RJ) – R$ 12.882
  • Ahú (Curitiba) – R$ 12.700
  • Jardim Camburi (Vitória) – R$ 12.646
  • Meireles (Fortaleza) – R$ 12.637
  • Santa Lúcia (Vitória) – R$ 12.452
  • Itacorubi (Florianópolis) – R$ 12.412
  • Bela Vista (SP) – R$ 12.403
  • Ponta do Farol (São Luís) – R$ 12.379
  • Água Verde (Curitiba) – R$ 12.341
  • Santa Lúcia (BH) – R$ 12.324
  • Flamengo (RJ) – R$ 12.243
  • Sion (BH) – R$ 12.198
  • Gutierrez (BH) – R$ 12.185
  • Cabral (Curitiba) – R$ 12.118
  • Cabo Branco (João Pessoa) – R$ 12.051
  • Saco dos Limões (Florianópolis) – R$ 12.026
  • Trindade (Florianópolis) – R$ 11.978
  • Barra (Salvador) – R$ 11.880
  • Asa Norte (Brasília) – R$ 11.676
  • Santo Antônio (BH) – R$ 11.621
  • Bento Ferreira (Vitória) – R$ 11.604
  • Estreito (Florianópolis) – R$ 11.451
  • Coqueiros (Florianópolis) – R$ 11.436
  • Jacarecica (Maceió) – R$ 11.422
  • Serra (BH) – R$ 11.197
  • Marista (Goiânia) – R$ 11.194
  • Montserrat (Porto Alegre) – R$ 11.175
  • Aldeota (Fortaleza) – R$ 11.000
  • Ponta Verde (Maceió) – R$ 10.969
  • Centro (Curitiba) – R$ 10.917
  • Umarizal (Belém) – R$ 10.903
  • Caminho das Árvores (Salvador) – R$ 10.896
  • Rio Branco (Porto Alegre) – R$ 10.822
  • Laranjeiras (RJ) – R$ 10.800
  • Bela Vista (Porto Alegre) – R$ 10.747
  • Jurunas (Belém) – R$ 10.692
  • Campo Comprido (Curitiba) – R$ 10.669
  • Jatiúca (Maceió) – R$ 10.607
  • Praia de Belas (Porto Alegre) – R$ 10.601
  • Moinhos de Vento (Porto Alegre) – R$ 10.597
  • Setor Sul (Goiânia) – R$ 10.517
  • Ondina (Salvador) – R$ 10.479
  • Calhau (São Luís) – R$ 10.473
  • Edson Queiroz (Fortaleza) – R$ 10.270
  • B.Jardim dos Estados (Campo Grande) – R$ 10.258
  • Jardim da Penha (Vitória) – R$ 10.202
  • Jardim Oceania (João Pessoa) – R$ 10.192
  • Portão (Curitiba) – R$ 10.173
  • Jardim Cuiabá (Cuiabá) – R$ 10.132

Análise do mercado

De acordo com o relatório, ao menos 80 bairros nas capitais analisadas superaram a marca de R$ 10 mil por metro quadrado em dezembro de 2025. Um dos destaques foi o bairro Santa Lúcia, em Vitória, que apresentou alta de 30,1% em 12 meses, o maior crescimento entre os bairros com valores acima dessa faixa.

Segundo Alison Oliveira, coordenador do Índice FipeZap, nesse contexto, o principal fator para os altos preços está ligado ao nível de desenvolvimento econômico dessas regiões. De acordo com ele, “são áreas com forte atividade econômica, boa infraestrutura e localização estratégica, o que, consequentemente, aumenta a procura e pressiona os preços”, explicou.

Além disso, ele também destacou as diferenças entre Rio e São Paulo. Segundo ele, “no Rio de Janeiro, há uma questão geográfica clara: a Zona Sul tem oferta limitada e grande apelo por estar próxima da orla. Por outro lado, em São Paulo, os bairros mais caros concentram empregos, e as pessoas buscam morar perto do trabalho pela praticidade”. Dessa forma, concluiu.