MCMV vira alternativa de crescimento para incorporadoras de médio padrão

em Portas, 18/junho

Com renda atendida de até R$ 13 mil e imóveis de até R$ 600 mil, programa atrai companhias que antes miravam principalmente classe média e alto padrão.

O Minha Casa, Minha Vida ampliou sua participação no mercado de imóveis novos e passou a ocupar o centro da estratégia de empresas que antes tinham pouca exposição ao segmento econômico. Pesquisa da Câmara Brasileira da Industria da Construção (Cbic) em 221 cidades indica que metade dos lançamentos e das vendas no primeiro trimestre ocorreu dentro do programa.

A entidade estima ainda que a proporção nacional possa chegar a 65%. O avanço combina demanda resiliente, crédito subsidiado e maior previsibilidade de venda, destaca reportagem do Valor.

Classe média entra na fronteira do programa

A expansão do MCMV também mudou o perfil de público atendido. O programa hoje alcança famílias com renda de até R$ 13 mil ao mês e imóveis de até R$ 600 mil, faixa que se aproxima da classe média tradicional. Para a Lopes, que criou a área Lopes Econômico, esse público estava desatendido pelo financiamento convencional, pressionado por juros elevados. No MCMV, as taxas citadas pela empresa variam de 4% a 10,5% ao ano.

Incorporadoras testam entrada com parcerias

A REM, tradicionalmente voltada ao médio padrão, estreia no programa com o Vista Alto Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, com 580 unidades de 25 m² a 33 m². A empresa criou a marca Vér e fará o projeto em parceria com a Vinx, especializada no MCMV.


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