Prestes a mudar de sede, Dataprev avaliou seis prédios e ficou com o aluguel mais caro do Centro do Rio

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 22/junho

A estatal assinou um contrato de aproximadamente R$ 220 milhões para ocupar quatro andares do Edifício Ventura.

Em breve, a Dataprev vai se despedir se sua enorme sede em Botafogo rumo ao Centro. Conforme noticiado pelo DIÁRIO DO RIO no último dia 11, a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência assinou, agora em maio, um contrato de aproximadamente R$ 220 milhões para ocupar quatro andares do Edifício Ventura, um dos empreendimentos corporativos mais luxuosos da região central.

Mas, antes de escolher o complexo como endereço de sua filial na cidade, a estatal realizou um levantamento dos edifícios corporativos mais cobiçados do Centro. Na lista, além do Ventura, entraram para avaliação o Rio Office Tower e o Vista Carioca, na Avenida Presidente Vargas, o Eco Sapucaí, na Cidade Nova, o Torre Almirante, na Avenida Almirante Barroso, e o Edifício Visconde de Inhaúma, na região da Candelária. Ainda assim, entre as opções analisadas, a escolha recaiu justamente sobre o imóvel com o aluguel mais alto.

No Edifício Ventura, o acordo prevê a locação de mais de 10 mil metros quadrados, além da execução das obras de adaptação necessárias para receber a operação da empresa. A expectativa é de que cerca de 1.200 funcionários passem a trabalhar no novo endereço após a conclusão das intervenções. A chegada de mais uma empresa ao Centro vem coroar o sucesso das iniciativas de revitalização: há poucos meses o NuBank confirmou sua vinda com 1400 funcionários, para a rua Dom Gerardo, e a Petrobras se prepara pra reinaugurar o seu prédio principal com trabalho presencial, seguindo tendência mundial.

Comparação de valores e decisão final

Segundo informações divulgadas pela BandNews, o Rio Office Tower chegou a ser estimado em cerca de R$ 851 mil mensais. O Vista Carioca foi cotado em aproximadamente R$ 1 milhão e 159 mil. Já o Eco Sapucaí apareceu em torno de R$ 1 milhão e 200 mil. O Torre Almirante ficou próximo de R$ 1 milhão e 400 mil, enquanto o Visconde de Inhaúma chegou a cerca de R$ 1 milhão e 500 mil. O Edifício Ventura, por sua vez, liderou as projeções iniciais, com valor estimado em R$ 2 milhões e 121 mil por mês.

Após negociação para redução da área locada, o contrato foi fechado em cerca de R$ 1 milhão e 300 mil mensais. Com a inclusão de despesas como condomínio, IPTU e obras de adaptação dos quatro andares, o custo mensal pode chegar a R$ 1 milhão e 800 mil.

Um relatório de um corretor que participou do processo de apoio à escolha aponta o Rio Office Tower como a opção de melhor custo-benefício entre as alternativas analisadas. Ainda assim, o Ventura acabou sendo recomendado com base em critérios como localização e potencial de atração e retenção de profissionais. O documento também indica que não teria sido feita uma análise mais aprofundada dos custos de condomínio em parte das simulações iniciais.

A decisão de deixar a sede própria foi tomada após uma série de estudos técnicos, operacionais e econômicos ao longo dos últimos cinco anos. As análises compararam cenários que iam desde uma reforma parcial do edifício em Botafogo até a migração para imóveis disponíveis no mercado corporativo carioca. A atual sede tem mais de 22 mil metros quadrados de área construída e abriga há décadas as atividades administrativas da empresa no Rio. Até o momento, não há processo formal de venda em andamento. Uma avaliação da Caixa, feita em 2019, estimou o prédio em cerca de R$ 115 milhões.


Ver online: Diário do Rio / Mercado Imobiliário