Reviver Centro atinge a marca de 7 mil unidades habitacionais na Região Central do Rio

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 4/março

O Reviver Centro atingiu uma marca estratégica para o mercado imobiliário carioca. Desde a aprovação, em julho de 2021, o programa já autorizou intervenções em 66 imóveis, totalizando 7.414 apartamentos na Região Central do Rio.

Criado com incentivos urbanísticos e fiscais para estimular a moradia no Centro, o projeto aposta em dois eixos principais. A construção de novos prédios residenciais e, principalmente, a conversão de edifícios comerciais ociosos em moradia. A estratégia mira um problema antigo da cidade, o esvaziamento populacional do Centro após décadas de concentração quase exclusiva de atividades corporativas.

A área de abrangência do programa cobre quase seis quilômetros quadrados e inclui os bairros do Centro, Lapa, Santo Cristo, Gamboa e Saúde. Trata-se de uma das regiões com maior oferta de infraestrutura urbana instalada na cidade, incluindo transporte de massa, equipamentos culturais e serviços públicos.

Os números mais recentes mostram a velocidade do movimento. Até outubro deste ano, foram licenciados 61 empreendimentos apenas na Região Central, com 5.786 unidades, sendo 5.722 residenciais e 64 não residenciais. A área construída soma cerca de 318 mil metros quadrados. Além dos projetos já aprovados, outros 24 processos estão em análise para obtenção dos benefícios do programa.

Do ponto de vista de mercado, os dados indicam uma inflexão relevante. A produção residencial no Centro havia praticamente desaparecido nas últimas décadas. Com os incentivos, incorporadoras voltaram a olhar para a região, aproveitando tanto terrenos subutilizados quanto prédios corporativos com vacância elevada, fenômeno intensificado após a pandemia e a consolidação do trabalho híbrido.

Em 2026, o modelo começou a ser expandido. O Reviver foi estendido à Zona Norte, com início da reestruturação em Bonsucesso, sinalizando que a prefeitura aposta na replicação da política como vetor de reocupação de áreas consolidadas, mas com potencial subaproveitado.


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