São Carlos vende dois prédios empresariais no Rio em operação de R$ 735 milhões

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 17/agosto

City Tower, no Centro, e Pasteur 154, em Botafogo, fazem parte do pacote de imóveis negociado pela companhia.

A São Carlos, empresa que atua no mercado imobiliário, vendeu um pacote de imóveis por R$ 735 milhões no segundo trimestre de 2026. A operação incluiu dois edifícios no Rio de Janeiro: o City Tower, no Centro, e o Pasteur 154, em Botafogo.

A operação fez parte da estratégia da companhia de vender imóveis e reduzir o endividamento. Ao todo, a São Carlos vendeu R$ 742,2 milhões em propriedades entre abril e junho, valor recorde para a empresa.

Apesar das vendas, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 54,2 milhões no segundo trimestre, contra R$ 3,9 milhões no mesmo período de 2025. Segundo a empresa, o resultado foi influenciado principalmente pela consolidação dos fundos imobiliários TGRU, SC Jive Mauá e SC Renda Imobiliária, dos quais possui participação em cotas.
Empreendimentos no Rio

Localizado na Rua da Assembleia, na altura da Carioca, o City Tower é um edifício corporativo com 29 andares e cerca de 21 mil m² de área bruta locável. O prédio foi o primeiro edifício comercial do Rio a receber a certificação internacional LEED, voltada para construções com práticas de sustentabilidade. O empreendimento conta ainda com edifício-garagem e oito elevadores, com conjuntos comerciais que variam de aproximadamente 680 a 870 m².

Já o Pasteur 154, na Avenida Pasteur, em Botafogo, possui nove andares, com lajes a partir de 408 m². O prédio abriga a sede corporativa e operações da Azzas 2154, grupo de moda formado pela fusão entre Arezzo&Co e Grupo Soma, dono de marcas como Arezzo, Animale, Farm e Reserva.

Além dos dois imóveis cariocas, o pacote vendido por R$ 735 milhões incluiu uma participação de 53% no EZ Towers e o bloco B/D do CA Santo Amaro, em São Paulo. Juntos, os quatro imóveis negociados somam 76,8 mil m² de área locável.

Venda muda situação financeira da empresa

A estratégia de venda de propriedades provocou uma mudança significativa nas contas da São Carlos. A companhia encerrou junho com R$ 926,4 milhões em caixa e aplicações financeiras, enquanto a dívida bruta era de R$ 791,1 milhões.

Com isso, passou a ter R$ 159,7 milhões de caixa líquido. Três meses antes, a empresa tinha uma dívida líquida de R$ 285,3 milhões.

Nos últimos 12 meses, a São Carlos já vendeu R$ 1,62 bilhão em imóveis. A empresa afirma que está transformando seu modelo de negócios, reduzindo a quantidade de propriedades próprias e ampliando a atuação na gestão e na prestação de serviços para fundos imobiliários.

Após a sequência de vendas, o portfólio da companhia passou a ter 35 imóveis, sendo 29 centros de conveniência e seis edifícios corporativos. Ao todo, são 140,9 mil m² de área locável, avaliados em R$ 916,1 milhões. No Rio, a companhia ainda mantém o Rio Branco 128, Passeio 42, Vista Rio, C.E. Arcos da Lapa e C.A. Cidade Nova, no Centro, além do Pasteur 110 e do Centro Empresarial Visconde de Ouro Preto (CEVOP), em Botafogo.


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