Barra, Copacabana e Recreio lideram vendas de imóveis no Rio no primeiro semestre

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 8/setembro

Mercado movimentou 23,7 mil imóveis entre janeiro e junho; Gávea teve a maior alta nas transações, enquanto Ipanema registrou o metro quadrado mais caro da cidade.

A Barra da Tijuca foi o bairro que mais vendeu imóveis no Rio no primeiro semestre de 2026. Foram 1.816 transferências registradas no ITBI, à frente de Copacabana, com 1.737, e do Recreio dos Bandeirantes, que somou 1.421 negócios. Os dados são de um levantamento da Loft, feito a partir dos registros de ITBI da Prefeitura do Rio.

Ao todo, a cidade teve 23.755 transferências de imóveis em 155 bairros entre janeiro e junho, 2,2% acima do mesmo período do ano passado. O valor médio dos imóveis negociados também subiu: passou de R$ 698 mil para R$ 757 mil.

Na Barra, além do maior volume de transações, os imóveis negociados tiveram tíquete médio de R$ 1,83 milhão. O preço médio do metro quadrado ficou em R$ 11.701, com área média de 156 metros quadrados.

Copacabana aparece em segundo lugar, com 1.737 transações e tíquete médio de R$ 859,7 mil. Já no Recreio, foram 1.421 imóveis transferidos, com valor médio de R$ 756,9 mil. O bairro, porém, tem um metro quadrado bem mais em conta que os dois primeiros colocados: R$ 6.386.

De Campo Grande a Ipanema

O ranking mostra como os negócios imobiliários estão espalhados por diferentes faixas de preço na cidade. Campo Grande, por exemplo, aparece entre os dez bairros com mais transações, com 962 negócios e tíquete médio de R$ 254,4 mil. Jacarepaguá teve 569 transações, com valor médio de R$ 371 mil.

Na outra ponta estão bairros como Ipanema, onde o tíquete médio chegou a R$ 2,65 milhões, e Flamengo, com R$ 1,02 milhão.

Ipanema, aliás, é o único bairro a aparecer simultaneamente entre os dez que mais venderam e os dez com maior preço por metro quadrado. Foram 657 transações no semestre.

Gávea dispara nas vendas

Se a Barra liderou em volume, foi a Gávea que mais cresceu. O bairro teve 88,5% de alta nas transações, passando de 122 no primeiro semestre de 2025 para 230 neste ano.

O movimento chama atenção já que a Gávea está entre os bairros mais caros do Rio. O tíquete médio chegou a R$ 1,63 milhão e o metro quadrado foi negociado, em média, por R$ 14.811.

Pechincha e São Cristóvão aparecem logo atrás no ranking de crescimento, com altas de 57,3% e 51,3%, respectivamente. Também tiveram avanço nas vendas bairros como Humaitá, Lagoa, Vila Isabel, Santa Cruz, Ipanema, Flamengo e Bangu.

Ipanema tem o metro quadrado mais caro

No ranking de preço, nenhum bairro supera Ipanema. O metro quadrado chegou a R$ 25.417, seguido pelo Leblon, com R$ 22.590, e pela Lagoa, com R$ 15.524.

Jardim Botânico e Gávea completam os cinco primeiros, com R$ 15.322 e R$ 14.811 por metro quadrado, respectivamente.

Entre os bairros mais caros, a Barra aparece em oitavo lugar, com R$ 11.701 por metro quadrado. Botafogo fecha a lista, com R$ 11.050.

Os números foram calculados pela Loft a partir dos registros de ITBI da Prefeitura do Rio. Para o ranking de crescimento, foram considerados apenas bairros com pelo menos 100 transações no semestre.


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