O setor da construção civil inicia 2026 em um momento decisivo, marcado por mudanças estruturais e pela consolidação de tendências que vêm transformando a forma de planejar, executar e gerenciar obras no Brasil e no mundo.
Pressionado por desafios como escassez de mão de obra, aumento de custos, maior rigor regulatório e demanda crescente por eficiência, o mercado avança em direção a soluções que combinam industrialização, sustentabilidade, digitalização e segurança operacional. Ao mesmo tempo, o país vive um ciclo de investimentos em infraestrutura, habitação e mobilidade urbana, criando um ambiente onde produtividade, inovação e responsabilidade socioambiental deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos para competitividade.
Neste cenário, empresas de engenharia e fornecedores de sistemas construtivos se preparam para responder a um setor que exige rapidez, previsibilidade, rastreabilidade e práticas sustentáveis, tendências que, juntas, devem moldar o panorama da construção em 2026.
Crescimento moderado, mas com foco em produtividade e industrialização }}
Apesar de um cenário econômico mais desafiador, as projeções para 2026 indicam que a construção civil brasileira deve manter ritmo de crescimento. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o PIB do setor deve seguir em expansão no próximo ano.
Nesse contexto, ganha força a busca por soluções que aumentem a eficiência nos canteiros de obras, reduzam prazos e racionalizem o uso de mão de obra. Globalmente, estudos sobre o mercado de construção modular e pré-fabricada apontam expansão consistente desse modelo, impulsionada por ganhos de produtividade, redução de custos e melhor controle de qualidade em processos industrializados.
“Vivemos o momento ideal para empresas que já investem em inovação e que agora contam com mais produtividade, tecnologia e sustentabilidade em suas operações. Elas saem na frente e têm mais chance de se destacar. Além disso, é possível observar que a construção modular e os processos industrializados representam não só economia, mas segurança, previsibilidade e agilidade nesse novo ciclo do setor”, afirma Luis Claudio Monteiro, COO da SH, empresa brasileira desenvolvedora de soluções para o setor de construção civil.
Sustentabilidade, ESG e redução de impacto ambiental como critério competitivo
Outro eixo que ganha força em 2026 é a sustentabilidade. Com pressões ambientais cada vez mais frequentes, metas de descarbonização e maior consciência sobre o impacto das obras, o setor precisa rever seus métodos tradicionais, especialmente o uso de madeira e estruturas descartáveis.
Segundo o Sustainability in Infrastructure Report da KPMG empresas com melhor performance ESG apresentam custos operacionais menores no longo prazo. Além disso, o estudo afirma que investidores estão exigindo planos claros de descarbonização e métricas de impacto nas obras. Nesse contexto, modelos mais circulares, com reutilização de materiais e menor geração de resíduos, ganham relevância.
Com a adoção de sistemas metálicos reutilizáveis, projetos modulares e controle técnico mais rigoroso, construtoras e fornecedoras podem responder a novas exigências regulatórias e de mercado. “A busca por eficiência e responsabilidade ambiental não é mais opcional. Quem constrói para o futuro já está adotando práticas ESG com clareza, tecnologia e compromisso”, completa o executivo da SH.
Digitalização, inovação e modernização como diferencial de gestão
A transformação digital é outra força que deve marcar a nova fase da construção civil, com ferramentas de gestão de contratos, rastreabilidade de materiais, compras on-line e monitoramento em tempo real que deixam de ser tendência e passam a fazer parte da rotina das obras, impulsionadas pela demanda de clientes e investidores por mais eficiência e transparência, que traz agilidade nas tomadas de decisão.
Para fornecedores de soluções estruturais, isso significa rever modelos de atuação e incorporar tecnologia a todas as etapas da entrega, com informações centralizadas, processos mais previsíveis e acompanhamento rastreável. A combinação entre produto físico e serviços digitais passa a ser um diferencial competitivo importante em um setor que busca cada vez mais integração e controle.
“A digitalização além de alterar processos, muda a forma como concebemos e entregamos obras. Hoje, ter soluções técnicas é imprescindível, mas entregar com agilidade e rastreabilidade é o que faz a diferença no mercado”, afirma Monteiro.
Investimento em inovação, sustentabilidade e modularidade sai na frente
Com as perspectivas de mercado que combinadas entre demanda por habitação, infraestrutura e agilidade construtiva, o setor tende a privilegiar empresas que se antecipam às tendências globais.
Para fornecedores com expertise em fôrmas metálicas, escoramentos reutilizáveis e soluções industrializadas, 2026 representa uma janela de oportunidades para consolidar sua presença em projetos de médio e grande porte.