A capital capixaba também chama atenção por outro motivo, mas dessa vez no mercado imobiliário. Vitória passou a ter o metro quadrado residencial mais caro entre as cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP, superando destinos tradicionalmente conhecidos pelos preços elevados, como Balneário Camboriú e Itapema.
Na edição de 2026 do ranking de competitividade, Vitória aparece na primeira colocação geral. A avaliação considera 65 indicadores distribuídos em diferentes pilares, como saúde, educação, segurança, saneamento, sustentabilidade fiscal, capital humano, inovação e dinamismo econômico.
A liderança representa uma evolução para a cidade, que já vinha aparecendo entre os municípios de melhor desempenho no levantamento. O resultado também reforça a posição de Vitória entre as capitais brasileiras com bons indicadores de gestão e estrutura urbana.
No mercado imobiliário, os números também impressionam. Em julho, o preço médio do metro quadrado chegou a R$ 15.448, de acordo com o FipeZAP. No acumulado de 12 meses, os imóveis da capital tiveram valorização de 9,41%.
A localização e a própria configuração territorial ajudam a entender parte dessa valorização. Vitória possui cerca de 97 km² e grande parte de seu território está associada à área insular. A disponibilidade limitada de terrenos para novos empreendimentos contribui para restringir a oferta em determinadas regiões.
Nos bairros mais valorizados, o preço médio do metro quadrado ultrapassa os R$ 18 mil. Praia do Canto e Enseada do Suá estão entre as regiões que aparecem com os valores mais elevados.
Assim, Vitória chega a 2026 ocupando posições de destaque em duas áreas bastante diferentes: lidera o ranking nacional de competitividade e, ao mesmo tempo, apresenta o imóvel residencial mais caro do Brasil.