Pela segunda vez em três anos, o histórico Edifício-sede da Cruz Vermelha Brasileira, no Centro do Rio, será leiloado pela Justiça do Trabalho. O imóvel foi avaliado em R$ 47 milhões e está atualmente subutilizado pela instituição, além de necessitar de obras estruturais.
A nova venda foi incluída nesta quarta-feira (09/09) pelo Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), por meio da Coordenadoria de Apoio à Execução (CAEX), em um processo que tramita desde 2017. As propostas poderão ser apresentadas nos dias 14 e 15 de outubro. Caso haja mais de uma oferta, os interessados participarão de uma disputa.
O imóvel reúne o prédio dos números 10 e 12 da Praça Cruz Vermelha e o respectivo terreno. A nova tentativa de venda ocorre em meio a um período turbulento para a instituição, que há anos enfrenta problemas administrativos, denúncias e disputas internas.
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Atualmente, a Cruz Vermelha Brasileira mantém um escritório em Brasília, enquanto a filial do Rio funciona em outro imóvel, na Avenida Henrique Valadares, próximo à antiga sede.
Prédio centenário
Projetado pelo arquiteto Pedro Campofiorito, o edifício começou a ser construído em 1919 e foi concluído em 1924. A sede ocupa uma quadra delimitada pelas ruas Carlos de Carvalho e Ubaldino do Amaral e pelas avenidas Henrique Valadares e Carlos Sampaio.
Construído em estilo eclético, o imóvel tem como uma de suas características mais marcantes a fachada curva, que acompanha o formato da Praça Cruz Vermelha. Escadarias, elementos escultóricos, cobertura e a volumetria do hall também integram o conjunto arquitetônico.
O prédio foi tombado pelo Iphan em 2021, após um processo que havia sido solicitado pela própria Cruz Vermelha Brasileira em 1988. Antes do reconhecimento federal, o imóvel já contava com proteção municipal e estadual.
A entidade foi fundada em 1908 e teve o sanitarista Oswaldo Cruz como seu primeiro presidente.