Após mais de dez anos de negociação, construtora compra terreno ’raro’ na Lagoa para construir residencial de alto luxo

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 23/outubro

Espaço, um dos últimos livres às margens do espelho d’água, vai receber um projeto exclusivo, com apenas 12 unidades.

Estreando na Zona Sul e de cara com um dos metros quadrados mais valorizados da região, a Casenge, construtora com atuação no Jardim Oceânico, na Barra, conseguiu, depois de mais de dez anos de negociação, comprar um terreno de encosta na Lagoa Rodrigo de Freitas para erguer um residencial de alto luxo. A área de 1,3 mil metros quadrados fica na esquina da Rua Tabatinguera com a Epitácio Pessoa e está entre os últimos terrenos livres para construção no entorno do espelho d’água.

O empreendimento, batizado de Taba, terá apenas 12 apartamentos distribuídos por três andares, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 50 milhões. A entrega está prevista para 2029, e a preparação do terreno já começou. O projeto do escritório do arquiteto Sergio Conde Caldas prevê um lobby com rampa de contemplação. Como o terreno fica em uma ladeira, o primeiro andar do edifício estará a cerca de 23 metros acima do nível da rua.

A negociação se arrastou por mais de uma década e foi atravessada pela morte do antigo proprietário, o que obrigou os compradores a esperar pela conclusão do inventário, que demorou mais cinco anos.

Os 12 apartamentos terão plantas de 150 a 160 metros quadrados, todos com três suítes e voltados para a Lagoa. O rooftop terá 350 metros quadrados, com piscina de borda infinita, sauna, espaço kids e coworking.

Do outro lado...

Ainda às margens da Lagoa, um terreno que virou uma espécie de troféu para o mercado imobiliário pertence à família Haddad, dona da Fábrica Bangu. Na altura da Rua Joana Angélica, a área abrigava um casarão da década de 1930, destombado pelos proprietários no ano passado, após uma batalha judicial de 18 anos. A construção foi demolida em novembro.

Desde então, o terreno entrou na lista de desejos de diversas incorporadoras. Segundo fontes ouvidas pelo DIÁRIO DO RIO, os herdeiros são bastante criteriosos na escolha do comprador e já recusaram propostas de diferentes empresas. Entre as interessadas estão a TGB, da família Chor, a Balassiano e a RJDI.

Com cerca de mil metros quadrados, o terreno tem gabarito para erguer um prédio de até 25 metros de altura, o equivalente a seis ou sete pavimentos.


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