BB BI analisa a performance do setor imobiliário em agosto - Setorial Construção

em BB / InvesTalk / Mercado, 15/setembro

Setor da construção apresenta sinais mistos, com atividade e emprego resilientes em meio a juros pressionados e volatilidade no cenário de custos.

A leitura mais recente dos principais indicadores do setor de construção continua sem apontar uma direção única. A atividade segue resiliente, mas os indicadores de confiança sugerem uma acomodação do ritmo observado em períodos anteriores.

Após leituras recentes do INCC-M indicarem pressão adicional sobre os materiais em função dos desdobramentos geopolíticos que impactaram os preços do petróleo globalmente, o índice mostrou desaceleração da pressão dos materiais, embora os custos de mão de obra continuem sustentando o índice cheio em patamares constantemente superiores à inflação ao consumidor. Ao mesmo tempo, as taxas médias de juros praticadas para o financiamento imobiliário atingiram os níveis mais elevados registrados no ano, tanto para o público PF como PJ, conforme levantamento mensal do Banco Central.

Ainda assim, o volume acumulado 12m de vendas de novas unidades residenciais de médio e alto padrão (MAP), historicamente mais sensíveis ao cenário de juros, segue acima do volume de lançamentos ao longo de todo o ano de 2026. Como consequência, o estoque destinado a esse público encontra-se quase 10% abaixo do mesmo período do ano anterior.

Mesmo com a resiliência do MAP, é o segmento econômico que permanece puxando a atividade do setor residencial, responsável por 85% dos lançamentos e 82% das vendas totais nos últimos 12 meses. As condições de juros mais atrativas para esse público, por meio de programas habitacionais, têm encontrado ampla demanda no mercado doméstico, levando as incorporadoras a intensificarem os lançamentos nesse nicho. Isso tem contribuído para que o setor de construção apresente uma geração líquida positiva de empregos formais em todas as leituras mensais de 2026 segundo os números do CAGED, criando mais de 10% das vagas líquidas da economia doméstica nos últimos 12 meses.

Nesse relatório setorial, analisamos esses indicadores, além de dados de confiança e expectativas para o setor, comportamento das fontes de financiamento, marcado por resgates líquidos na poupança e pela resiliência do FGTS, níveis de inadimplência de financiamento ao setor, bem como movimentos de mercado ao longo do mês de agosto.

Destaques desta edição

Dados de Confiança

Confiança da Construção (ICST) recua em agosto, ainda que tenha se mantido estável em relação ao mesmo período de 2025. Demais indicadores do estudo não apresentam direção única.

Indicadores de Atividade

Conjunto de indicadores da Sondagem da Indústria da Construção apresenta movimento misto, com as expectativas para os próximos 6 meses voltando a figurar acima da linha neutra após breve leitura abaixo em junho.

Fontes de Recursos e Novas Contratações

Poupança volta a registrar captação negativa em agosto, no maior volume negativo desde janeiro, enquanto a captação líquida do FGTS mostra sinais de estabilização.

Dados de Crédito e de Emprego

Taxas de juros para financiamentos ao setor voltam a subir em julho. Ainda assim, o setor de construção permanece em tendência de crescimento em sua participação de empregos formais na economia doméstica.

Índice de preços

INCC-M acumula alta de 6,56% nos últimos 12 meses (6,40% na leitura anterior), com mão de obra voltando a acelerar nas bases de comparação.

Dados de Mercado – Construção Civil

O índice setorial Imobiliário da B3 (IMOB) avança 3% no mês de agosto, superando o leve recuo do Ibovespa no período (-0,33%).

Relatório completo e disclaimer


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