Primeiro residencial na Avenida Rio Branco terá apartamentos a partir de R$ 263 mil e isenção de ITBI e IPTU

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 15/setembro

Empreendimento da WPX terá 123 unidades em prédio art déco construído em 1937, no Centro do Rio.

Com lançamento para este mês de setembro, a WPX, incorporadora à frente do primeiro residencial da Avenida Rio Branco, no Centro do Rio, realizou nesta última quinta-feira (10/09) a convenção de vendas do empreendimento, que será instalado no antigo Edifício Unidos. O encontro reuniu mais de mil corretores no Cine Odeon, na Cinelândia, para apresentar o projeto e preparar a comercialização das 123 unidades.

O prédio, construído em 1937, tem 16 andares, fachada em estilo art déco e foi projetado pelo arquiteto Luiz Fossati, com execução da Christiani & Nielsen Engenheiros e Construtores Ltda., empresa que participou de obras importantes da época e se destacou pelo uso do concreto armado.

Serão 92 estúdios (23,48m² a 42,52m²), 28 apartamentos de 1 quarto (35,40 a 53,29m²) e 3 coberturas (50,88 a 94,11 m²), com preços a partir de R$ 263 mil. O VGV (Valor Geral de Vendas) estimado é de R$ 82 milhões. Algumas unidades terão varanda, outras terraço, acompanhando a composição da fachada, um recurso pouco comum nos lançamentos residenciais da região, assim como a quantidade de janelas e a boca de sala.

O residencial terá dois rooftops, com piscina, sauna, academia panorâmica, lounge e mercadinho. Também estão previstos coworking, lavanderia compartilhada, bicicletário, maleiro, espaço para delivery e portaria automatizada.

Centro lidera rentabilidade residencial

O lançamento ocorre em um momento de bons indicadores para o mercado residencial da região. Em julho, o Centro registrou a maior rentabilidade residencial entre as áreas analisadas pelo Secovi Rio, com índice de 0,653%. O resultado ficou acima da Zona Sul (0,644%) e da Barra e adjacências (0,616%).

No mesmo mês, o preço médio anunciado para venda chegou a R$ 7.859 por metro quadrado. Na locação, o valor médio foi de R$ 51,33 por m², alta de 2,15% em relação a junho.

A retomada do mercado residencial também ganhou impulso com a criação do Reviver Centro, programa da Prefeitura que passou a estimular novos empreendimentos e a transformação de imóveis existentes em moradias. Dados apresentados durante a convenção apontam 74 projetos licenciados e 7.818 novos imóveis, dos quais 1.891 já haviam sido entregues até março deste ano.

“Desde 1974, não era permitida a construção de residenciais no Centro. Isso mudou em 2021. É um movimento recente e que está apenas começando. O bairro está pronto, é muito valorizado e ainda tem espaço para se valorizar ainda mais. O Reviver Centro é uma política de longo prazo, pensada para os próximos 10, 20 anos”, afirmou Gustavo Guerrante, secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento (SMDU).

Retrofit mantém características do edifício

Por estar enquadrado no Reviver Centro, o empreendimento terá isenção de ITBI para os primeiros compradores, conforme as regras do programa. Como o edifício é tombado pelo Iphan, também terá isenção de IPTU, segundo as condições aplicáveis ao imóvel.

A fachada original será preservada, enquanto o projeto incorpora referências de hotéis europeus, como os toldos vermelhos. A proposta também recupera elementos associados à antiga Avenida Central. “Acreditamos em um Centro renovado e o ARB 26 representa isso. O nosso objetivo é passar segurança para o cliente ao investir em um imóvel, independentemente de crise. Queremos estar na primeira fila dessa transformação da região”, disse Wagner Paz, CEO da WPX.

Endereço estratégico

O prédio fica próximo à Praça Mauá, Museu do Amanhã, MAR, Boulevard Olímpico, CCBB, Paço Imperial e Pedra do Sal. O endereço também tem acesso ao VLT e fica perto do Aeroporto Santos Dumont e das Barcas da Praça XV.

A gestão das unidades para locação de curta temporada será feita pela Lobie, que também ficará responsável pela administração do condomínio. Para Rodrigo Ladeira, sócio e diretor-executivo da imobiliária Somma, o perfil das unidades acompanha a procura por imóveis compactos. “A demanda por unidades compactas é cada vez maior no país, impulsionada pelo crescimento do número de pessoas que vivem sozinhas e de famílias sem filhos. No Rio, esse movimento ganha força com o atual cenário do mercado de compactos e, especialmente, com a infraestrutura e a localização estratégica do Centro”, afirmou.

O estande de vendas, instalado no próprio edifício, já conta com dois apartamentos decorados para visitação, a partir do dia 19, às 9h.


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