Dois imóveis no Rio de Janeiro estão em negociação para voltar a operar como hotéis. Um deles é um prédio antigo na Zona Sul. O outro fica na Barra da Tijuca e acaba de chegar ao mercado. Os dois são avaliados pela cearense CVPar, que vem ampliando sua atuação no setor hoteleiro e hoje analisa sete propriedades no Rio, em São Paulo e no Ceará.
Segundo Maurício Salles, consultor imobiliário responsável pelo fundo de renda da companhia, e Jorge Nobre, à frente dos fundos imobiliários da holding, os dois ativos cariocas já estão em negociação. A ideia é que façam parte da estratégia de curto prazo da empresa e sejam destinados aos fundos imobiliários do grupo.
A CVPar ainda está formando sua carteira no segmento. O grupo também atua no mercado imobiliário e reúne cerca de R$ 1,7 bilhão em VGV em projetos de hotelaria e outros empreendimentos em desenvolvimento ou negociação.
Em São Paulo, a companhia avançou nessa estratégia no ano passado, com a compra, por R$ 110 milhões, do antigo Hilton Garden Inn São Paulo Rebouças, de 170 apartamentos. O hotel foi convertido em Grand Mercure Pinheiros, em uma operação com Accor e Atrio.
Hotéis voltam a entrar na conta
mercado hoteleiro do Rio começa a recuperar espaço depois de perder boa parte de seus imóveis para o residencial nos últimos anos. Na Zona Sul, além da melhora nas taxas de ocupação e nas diárias, os incentivos da Prefeitura do Rio para a retomada de hotéis ajudam a mudar a conta para os proprietários.
Em Ipanema, um dos exemplos é o antigo Praia Ipanema, na Avenida Vieira Souto. O imóvel chegou a ser estudado pela Gafisa para um projeto residencial, mas agora deve continuar com uso hoteleiro.
A Glória Participações, que assumiu o controle da sociedade proprietária do imóvel, informou ao DIÁRIO DO RIO que prepara uma operação hoteleira internacional de ultraluxo.