Centro ‘encabeça’ grandes contratos e impulsiona ocupação de escritórios no Rio

em Diário do Rio / Mercado Imobiliário, 4/fevereiro

Mercado fecha 2025 com menor taxa de vacância em 11 anos; entre as operações que ajudaram a inflar os números, o Centro concentrou negociações estratégicas.

O mercado de escritórios do Rio encerrou 2025 com o menor índice de vacância em 11 anos. Em termos práticos, isso significa menos espaços disponíveis para locação ou venda nas lajes corporativas de alto padrão. A região com maior oferta e disponibilidade deste tipo, o Centro concentrou as principais transações deste período.

Levantamento da consultoria JLL aponta que o percentual médio de espaços vagos no segmento A e A+ fechou o ano em 26,5%. O resultado representa uma queda consistente em relação ao fim de 2024, quando o índice estava em 31%. No auge da pandemia, o setor chegou a registrar mais de 38% de vacância. O avanço do mercado foi impulsionado principalmente pela ausência de novos lançamentos corporativos e pelo aquecimento gradual da demanda por escritórios.

Entre as operações que ajudaram a inflar os números, o Centro concentrou negociações estratégicas. Um dos destaques foi a entrada da Hapvida na antiga sede da Universidade Corporativa da Petrobras. A operação, como foi adiantada pelo DIÁRIO DO RIO, representou mais de 80% de todas as lajes corporativas das categorias A e A+ transacionadas no município durante o terceiro trimestre de 2025. No imóvel, a operadora de saúde prepara a implantação de um hospital com padrão premium, com mais de 40 mil metros quadrados de área construída e cerca de 250 leitos.

Outra movimentação foi a locação de aproximadamente 17 mil metros quadrados pelo Governo do Estado no Presidente Business Center, localizado na Avenida Presidente Vargas.

O preço médio pedido para locação de escritórios no Rio fechou o ano em R$ 77,1 por metro quadrado ao mês, alta de 6,4% na comparação anual. Mesmo com o avanço, a JLL avalia que os valores ainda seguem abaixo da inflação medida pelo IGP-M, representando cerca de 55% do índice, o que indica espaço para valorização futura.

Centro no radar das gigantes

O movimento de ocupação não ficou restrito a 2025. Um dos exemplos é a chegada do Nubank ao Centro. A fintech vai ocupar cinco andares do Edifício Vista Mauá, na Rua São Bento, totalizando cerca de 7 mil metros quadrados de escritórios. A negociação foi revelada com exclusividade pelo DIÁRIO DO RIO e reforça o interesse de grandes empresas por endereços estratégicos na Região Central.

Além dos preços mais competitivos, o Centro reúne vantagens que pesam na conta das empresas, como transporte público abundante, oferta variada de alimentação a valores mais acessíveis e uma base residencial em crescimento no entorno, especialmente na Região Portuária e na área da Praça Mauá.


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