Prefeitura do Rio espera atrair moradia, hotéis e comércio para a região do Sambódromo com revitalização do Catumbi

em Siário do Rio / Mercado Imobiliário, 5/janeiro

Pensado nos mesmos moldes da revitalização do Porto, o município espera atrair novos ativos para a área, uma das mais antigas e simbólicas do Rio, que passou um longo período sem despertar o interesse de investidores do mercado.

Anunciado oficialmente em novembro do ano passado, a Prefeitura do Rio mantém expectativas altas para o projeto de requalificação do entorno do Sambódromo. Pensado nos mesmos moldes da revitalização do Porto, o município espera atrair novos ativos para a área, uma das mais antigas e simbólicas do Rio, que passou um longo período sem despertar o interesse de investidores do mercado.

A ideia é que, com o movimento, e principalmente, com a localização privilegiada, a poucos minutos da Zona Sul e do Centro, a área comece a atrair moradia, comércio e também leitos hoteleiros. Em entrevista ao portal Metro Quadrado, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Osmar Lima, afirmou que a retomada da vitalidade urbana é o vetor para atrair residenciais, comércios e hotéis para a área do Sambódromo. O plano tem a missão de gerar fluxo permanente de moradores e visitantes, rompendo o hiato de lançamentos e interesse econômico no território. O movimento resgata, inclusive, uma ideia inicial do projeto original de Oscar Niemeyer para a Passarela do Samba, concebida como equipamento urbano integrado a uma grande praça de uso cotidiano, não apenas palco do Carnaval.

Batizado oficialmente como Praça Onze Maravilha, a área de 2,5 milhões de metros quadrados receberá um investimento estimado é de R$ 1,75 bilhão, com financiamento 100% privado, por meio de concessões, PPPs e instrumentos urbanísticos, sem aporte direto dos cofres municipais.

A principal intervenção é a demolição do Viaduto 31 de Março, elevado que liga o Santo Cristo ao Túnel Santa Bárbara. A operação segue a cartilha do que foi feito na Zona Portuária, com a queda da Perimetral. No lugar, será construído um mergulhão para ligar as duas regiões.

O mercado chegou antes

Se o poder público fala em expectativa, o mercado já ensaia movimento. No início do ano passado, a construtora carioca Calper adquiriu um terreno a dois lotes da Sapucaí, na esquina da Presidente Vargas e a Haroldo de Andrade, área antes usada pela Prefeitura como depósito e estacionamento.

O projeto, dado em primeira mão pelo DIÁRIO DO RIO em fevereiro do ano passado, prevê um bloco de 21 andares, com aproximadamente 600 estúdios compactos, formato que caiu nas graças dos investidores de olho no aluguel por temporada. O Valor Geral de Vendas (VGV) é estimado em R$ 220 milhões, com valor total de R$ 220 milhões. O condomínio — ainda sem nome definido — terá estrutura de condomínio clube, com lazer, esportes e um mini mercado interno.

De olho nesse movimento, a Prefeitura enviará à Câmara um projeto de lei criando a Área de Especial Interesse Urbanístico (AEIU) Praça Onze Maravilha, com recorte de 25 anos para viabilizar a construção de quase 38 mil unidades residenciais, com potencial de atrair mais de 100 mil moradores.


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