O bairro Rio Comprido, situado entre Centro, Tijuca e Zona Sul, atrai atenção do mercado imobiliário e do poder público. Projetos de retrofit, a chegada de investidores estrangeiros e a inclusão na área de potencial construtivo do Praça Onze Maravilha movimentam a região central da cidade.
O movimento de revitalização no Rio Comprido é explicado, segundo Leonardo Mesquita, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-RJ), pela baixa oferta de terrenos e imóveis na área. Mesquita afirmou que a busca por regiões centrais tem sido uma tendência do mercado, e quando uma oportunidade surge em um bairro de difícil oferta, ela é aproveitada.
Um exemplo desse interesse é o Rebouças Residencial, que transformará a antiga sede da Fundação Roberto Marinho em condomínio com 138 unidades. O empreendimento, da construtora TGB, terá apartamentos a partir de R$ 215 mil e um Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 40 milhões, com entrega prevista para fevereiro de 2028. Investidores de Portugal e do Japão já demonstraram interesse nas unidades.
Outra transformação notável é a destinação do antigo prédio do Inmetro ao Arquivo Nacional. O imóvel, desocupado desde 2021 e alvo de invasões, teve seus acessos fechados pela Prefeitura do Rio, a pedido da Superintendência do Patrimônio da União (SPU). A cessão ao Arquivo Nacional visa promover a recuperação e reocupação do espaço.
A aprovação do projeto Praça Onze Maravilha incluiu o Rio Comprido entre as áreas que receberão potencial construtivo. A Secretaria municipal de Desenvolvimento Urbano explica que a medida incentiva o retrofit e a conversão de prédios comerciais em residenciais, visando ampliar a oferta de moradia na região.