Money Life estreia no Rio de Janeiro com foco em imóveis de alto padrão

em Brazil Economy / Constru Economy, 27/outubro

Primeira franqueada da Rooftop no mercado carioca oferece soluções de liquidez patrimonial que permitem obter recursos e permanecer na residência.

A Money Life inicia suas operações em outubro como a primeira franqueada da Rooftop no Rio de Janeiro. Com atendimento em todo o Brasil, a empresa pretende atuar junto a proprietários de imóveis residenciais de alto padrão que precisam obter recursos financeiros para quitar dívidas, reforçar o caixa de empresas ou reorganizar o patrimônio. O modelo permite vender a propriedade e continuar morando nela por um período determinado, mediante pagamento de aluguel.

A operação chega ao mercado carioca em um cenário de valorização imobiliária. Segundo o Índice FipeZAP, o preço médio anunciado dos imóveis residenciais na cidade alcançou R$ 11.216 por metro quadrado em agosto de 2026. No Leblon, o valor chegou a R$ 28.751, seguido por Ipanema, com R$ 26.612, Lagoa, com R$ 17.488, e Barra da Tijuca, com R$ 14.479.

Apesar dos valores elevados, a concentração de patrimônio em imóveis pode dificultar o acesso imediato a recursos financeiros. A Money Life pretende atender proprietários que enfrentam restrições de caixa, dívidas de condomínio e IPTU, execuções judiciais, risco de leilão ou necessidade de capital de giro.

“Muitas pessoas têm um patrimônio expressivo, mas grande parte dele está imobilizada. O imóvel pode valer milhões, enquanto o proprietário precisa de recursos naquele momento para reorganizar uma empresa, quitar uma dívida ou atravessar uma situação financeira mais complexa. A possibilidade de gerar liquidez sem precisar sair imediatamente da própria casa muda completamente a forma de olhar para esse patrimônio”, afirmou Natalia Meneguit, advogada e diretora jurídica da Money Life.

Fundada em 2020, a Rooftop desenvolve operações voltadas ao segmento que classifica como “imóveis sob pressão”, formado por propriedades cujos donos enfrentam dificuldades financeiras ou restrições jurídicas que limitam as possibilidades de negociação.

“A expansão para o Rio de Janeiro por meio da Money Life representa um passo estratégico para a Rooftop. O mercado carioca possui um volume expressivo de patrimônio imobilizado de altíssimo valor e, ao mesmo tempo, proprietários que necessitam de soluções ágeis e estruturadas para destravar esse capital. Nosso objetivo é levar a segurança institucional e a inteligência financeira da Rooftop para que mais pessoas e empresas consigam transformar seu patrimônio em liquidez real, preservando sua moradia e reorganizando suas finanças com tranquilidade”, destacou Daniel Gava, CEO da Rooftop.

Venda com permanência

Entre os serviços oferecidos está o HomeCash, solução lançada pela Rooftop em 2021 que permite ao proprietário vender o imóvel e permanecer na residência como locatário. Diferentemente de um empréstimo com garantia imobiliária, a operação envolve a transferência da propriedade, após avaliação das condições financeiras e jurídicas do cliente.

Segundo a empresa, o processo de análise, negociação e liberação dos recursos pode levar cerca de 60 dias, dependendo das características de cada caso. O antigo proprietário pode continuar no imóvel por até 18 meses, mediante pagamento de aluguel, período em que poderá reorganizar suas finanças e avaliar alternativas previstas em contrato, como a recompra da propriedade ou sua venda a terceiros.

“A grande diferença é que a pessoa não precisa escolher entre ter dinheiro ou continuar na sua casa. A operação cria uma janela de tempo. Ela consegue resolver a necessidade financeira mais imediata, permanece no imóvel e pode planejar com mais tranquilidade o que fazer depois. É uma solução que precisa ser estruturada caso a caso, porque envolve patrimônio, segurança jurídica e planejamento financeiro”, disse Natalia.

A modalidade é destinada a imóveis residenciais avaliados entre R$ 1 milhão e R$ 7 milhões, situados em municípios com mais de 200 mil habitantes. A aprovação depende do enquadramento nos critérios estabelecidos pela Rooftop.

Embora permita acesso ao capital sem mudança imediata de residência, a operação exige atenção às condições contratuais, especialmente ao valor recebido pela venda, às despesas de locação e às possibilidades de recompra.

Dados divulgados pela Rooftop indicam que, entre os clientes com renda informada que procuram soluções de liquidez imobiliária, 68,7% recebem mais de R$ 20 mil mensais. Aproximadamente 70% têm mais de 50 anos, com presença relevante de empresários.

O perfil sugere que a procura por esse tipo de operação não está restrita a pessoas sem patrimônio, mas inclui proprietários com ativos de valor elevado e dificuldades para convertê-los rapidamente em dinheiro.

Em imóveis de alto padrão, o prazo necessário para encontrar compradores pode representar um obstáculo adicional em situações de urgência financeira. A necessidade de obter recursos em pouco tempo também pode pressionar o vendedor a aceitar propostas inferiores ao valor pretendido.

Embora tenha escolhido o Rio de Janeiro como ponto de partida, a Money Life pretende atender demandas de diferentes regiões do país. A empresa ficará responsável pela identificação e análise inicial dos casos, além do encaminhamento das operações que atendam às exigências da Rooftop.

“Começamos pelo Rio de Janeiro porque existe aqui um patrimônio imobiliário muito relevante, mas a Money Life já nasce olhando para o Brasil inteiro. Queremos atender o proprietário onde ele estiver e ajudá-lo a entender se aquele imóvel pode fazer parte de uma estratégia para resolver uma necessidade financeira sem que ele precise simplesmente vender, entregar as chaves e sair de casa”, destacou Natalia.

A estratégia comercial também prevê parcerias com advogados, contadores, corretores, consultores financeiros e gestores patrimoniais, profissionais que acompanham situações envolvendo endividamento, planejamento sucessório e reorganização de ativos.

“Quanto mais cedo uma situação patrimonial complexa é analisada, maior tende a ser o universo de alternativas que pode ser considerado. Nosso trabalho começa justamente pela compreensão do problema. Nem todo imóvel, nem toda situação, terá a mesma solução. Queremos trazer para o Rio uma abordagem que enxergue o patrimônio dentro do contexto financeiro e jurídico de cada proprietário”, acrescentou Natalia.


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