5 tendências do mercado imobiliário que perduraram no cenário pós-pandemia
em Casa Vogue, 26/março
A Covid-19 transformou a forma como as pessoas enxergam seu dia a dia dentro de casa; nova pesquisa revela mudanças que permaneceram.
A pandemia de Covid-19 teve um impacto profundo na maneira como os brasileiros vivem e organizam suas casas. Com o isolamento social e a adoção do home office, os espaços precisaram se adaptar para atender a novas demandas, trazendo mudanças significativas no design de interiores e na arquitetura residencial.
Para entender quais mudanças perduraram no cenário pós-pandemia, a empresa de tecnologia Loft, em parceria com a fornecedora global de consumer insights Offerwise, realizou uma pesquisa sobre as transformações e reformas realizadas no primeiro ano da pandemia de Covid-19 que permanecem nas residências brasileiras cinco anos depois. O estudo contou com mais de 1.300 participantes.
Compartilhado com exclusividade à Casa Vogue, confira os principais insights trazidos pelo estudo:
Valorização do home office
O home office veio para ficar: cada vez mais trabalhadores priorizam vagas que incluem o trabalho remoto – e, agora, ter um espaço exclusivamente dedicado ao trabalho dentro de casa ou até um escritório é essencial. A pesquisa mostra que 71% dos entrevistados que criaram um ambiente para home office durante a pandemia ainda utilizam a estrutura, sendo a solução que mais se manteve dentro dos lares brasileiros.
“Para grande parte da população, antes da pandemia de Covid-19, a casa era basicamente um local de descanso. Isso mudou. Um espaço para trabalho ou estudo se transformou em uma necessidade. E não basta uma mesa. Sempre que é possível encaixar no orçamento, as pessoas dão preferência para imóveis com um cômodo que permita dividir melhor os momentos de trabalho e lazer”, explica Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft.
Tranquilidade e eficiência
Em segundo lugar, a solução que se manteve com mais expressividade nos lares brasileiros foi a melhora da infraestrutura tecnológica, como internet e equipamentos de trabalho, que foi contemplada por 69% dos participantes. Isso também é uma herança da permanência do home office, que exige casas mais eficientes e confortáveis. Empatado no ranking, a mudança para locais e bairros mais tranquilos também foi uma transformação que perdurou no cenário pós-pandemia.
“Com mais pessoas voltando a trabalhar 100% presencial, imóveis próximos aos grandes centros voltaram a ter grande demanda. Por outro lado, parte da população segue em modo híbrido de trabalho ou totalmente remoto, o que favorece os imóveis em locais afastados dos grandes centros. Em resumo, o mercado imobiliário vive um momento de valorização de diferentes tipologias de imóveis”, diz o especialista sobre as tendências do mercado.
Imóveis compartilhados
66% dos entrevistados que começaram a compartilhar um imóvel durante a pandemia, seja com familiares ou companheiros, permanecem nessa configuração em 2025. Segundo Fábio Takahashi, diversos motivos podem influenciar a decisão, mas a principal envolve questões financeiras. “Ainda, pode incluir a decisão de casar ou até a necessidade de cuidar de um familiar que esteja com a saúde fragilizada pode influenciar”, aponta.
Reformas
Um desejo que também sobreviveu à pandemia foi o de realizar reformas para deixar a casa mais confortável e funcional, que foi citado por 65% dos participantes. “O conceito de bem-estar tornou-se um diferencial importante nos lançamentos imobiliários, não se limitando ao segmento de luxo, mas também alcançando a classe média”, afirma Takahashi.
Garantir o bem-estar dentro de casa passa por diversas reformulações, como expansão das áreas de lazer, a criação de ambientes multifuncionais e a conexão com a natureza. “Com os compradores priorizando imóveis com áreas verdes, proprietários e imobiliárias tendem a destacar a presença de jardins, varandas e proximidade de parques nos anúncios de imóveis e investir em soluções ecológicas, como telhados verdes, sistemas de captação de água da chuva e eficiência energética, que agregam valor ao imóvel”, completa.
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